segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O amor é tão longe

Andávamos a tentar esconder uma coisa muito importante na vida de todas nós, mas há coisas que não dão mais para esconder...uma delas é a paixão avassaladora/arrebatadora/fulminante que o Lénio nutre pela Catarina (coisa que ainda não percebemos muito bem, visto ela ser a mais feia das três).
Tudo começou há duas semanas, quando a porta do armário da cozinha (mais uma vez) caiu. O nosso amigo, andava nos andaimes (que estão ao nível das nossas janelas) e a Catarina decidiu pedir-lhe para passar por cá quando desse. A chama da paixão é tão grande, que ele desceu o andaime e subiu a escadaria em menos de cinco minutos, esperou que eu me fosse embora para ficar a sós com a sua amada.
Porta arranjada, hora de ir embora!
(nota:Ler com sotaque romeno e cheirinho brasileiro).
"Vamos ver quanto tempo vai estar a porta sem cair" diz ele "o que é que fazes hoje?" ao que Catarina responde "vou trabalhar". Ganhando o balanço necessário próprio das perguntas difíceis da paixão (às vezes não sei onde vou buscar estas) Lénio pergunta: "Então e Sábado, às cinco cinema comigo?" - é em situações como esta que se ouvem os "PANS" - após pensar em muitas maneiras simpáticas de dizer "não", Catarina respondeu "depois vê-se". Encostado à porta da rua e com um leve gingar de anca, Lénio insiste, mas sem sucesso. O macho latino virou costas desolado.
Nos dias que se seguiram, Lénio andou a pingar amor na janela da Catarina, mas ela não lhe deu troco. Desde aí, o nosso macho tem andado desolado e não abre a boca para a sua amada.
"O amor é tão longe".

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